Saúde de qualidade com contribuição justa – é possível compatibilizar?

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As pesquisas de opinião pública refletem o cuidado da classe média brasileira com a manutenção da sua saúde, ao mesmo tempo em que se vê pressionada pelo aumento real do valor da contraprestação, que excede, significativamente, o percentual dos índices de inflação.

Inicialmente, há que se ressaltar o acerto dos constituintes de 1988, que, ao criarem o SUS – Sistema Único de Saúde, possibilitaram o atendimento universal a todos os cidadãos brasileiros, independentemente de contribuição como contrapartida aos serviços disponibilizados. Dessa forma, todas as políticas públicas vinculadas à saúde têm, direta ou indiretamente, a participação das instituições de saúde municipais, estaduais e federais, responsáveis pela oferta dos mais elementares procedimentos, como as consultas nas Unidades Básicas de Saúde, até os mais complexos – doação de órgãos e tratamentos oncológicos. 

Graças à existência do SUS, sempre nos lembraremos dos profissionais de saúde que se desdobraram durante a pandemia de COVID-19, possibilitando o atendimento urgente/emergente nas unidades de saúde em todo o país, por meio de um mutirão que salvou vidas e abriu nossos olhos para compreendermos a magnitude estratégica de financiarmos o que realmente dá sentido à vida: a saúde equilibrada, que possibilita a melhoria do bem-estar da coletividade.

Todavia, além do SUS, com seus acertos e falhas, convivemos com as operadoras de planos de saúde suplementar, que têm hoje 51 milhões de associados. Custeados por pessoas físicas e jurídicas, os planos suplementares têm como propósito suprir as lacunas do SUS, de forma rápida e eficiente, como alternativa de mitigar as necessidades dos que possuem poder aquisitivo para financiar os serviços de saúde de modo suplementar. Todavia, ao longo do tempo, notadamente após a pandemia de COVID-19, os custos assistenciais, definidos por grupos detentores de poder econômico e político para cobrarem quanto querem, sem limite de valor, têm aumentado em patamares bem superiores aos índices de inflação e de correção das contribuições dos planos de saúde. Com isso, o equilíbrio econômico-financeiro das operadoras tem sido abalado, impactando, inclusive, na continuidade de seus serviços, comprometendo a credibilidade de todo o sistema suplementar de saúde.

Nesse contexto, surge a reflexão: como compatibilizar a crescente necessidade de atenção à saúde suplementar com a voracidade daqueles que detêm o oligopólio do mercado de saúde pelo aumento exponencial dos preços de produtos, medicamentos e procedimentos prestados pelos parceiros das operadoras? É exatamente o que estamos enfatizando na Cafaz – Caixa de Assistência dos Servidores Fazendários Estaduais -, e que passaremos a explicar.

Em agosto de 2023, as entidades representativas dos servidores fazendários nos incumbiram de formar a chapa “Cafaz – Patrimônio dos Fazendários”, cuja eleição, em novembro, referendou o mandato da atual gestão para o período de 2024 a 2027. A legitimidade conquistada com os votos dos colegas servidores reveste-se de duas responsabilidades imediatas: manter a qualidade dos serviços disponibilizados e garantir a sustentabilidade da Cafaz por meio da otimização dos gastos, da garantia das receitas e da obtenção de resultados operacionais positivos, sem inviabilizar o orçamento familiar do associado titular do plano.

Graças a Deus e ao profissionalismo de toda a equipe da Cafaz, conseguimos – nos primeiros seis meses de nossa gestão – reverter o resultado operacional negativo dos últimos dois exercícios, viabilizando a mudança de expectativa e criando um clima motivacional que já se configura como promissor. Dessa maneira, foi possível mantermos o valor da contribuição mensal constante em abril, maio, junho e julho de 2024, o que contribui com o equilíbrio econômico-financeiro, tanto da Cafaz Saúde quanto de seus beneficiários.

Nossa expectativa é de evolução positiva do resultado financeiro no segundo semestre, o que garantirá a continuidade do processo de melhoria contínua, evidenciando acerto nas decisões desafiadoras que tomamos ao longo deste semestre. Ressaltamos que, ao lado da prioridade nos controles internos, buscamos viabilizar o lançamento de um novo produto, mais atraente do ponto de vista financeiro, com o intuito de manter os dependentes dos colegas fazendários como beneficiários, além de possibilitar o retorno dos que se desvincularam, motivados pelo aperto em seu poder aquisitivo, uma vez que a inflação da saúde, em muito, excede à inflação medida pelo índice de preços oficial – IPCA.

Por dever de gratidão aos associados e profissionais que trabalham na Cafaz, devemos ressaltar que já conseguimos evoluir na motivação dos colaboradores e parceiros, como resultado da sintonia entre a Diretoria e os Conselhos Administrativo e Fiscal. Isso tudo conseguido com o financiamento das atividades da Caixa exclusivamente pelos seus beneficiários. Além disso, temos tratado pessoalmente das demandas que poderiam se transformar em judicialização, conscientizando os associados acerca do modelo de rateio, espinha dorsal da estrutura de autogestão, da qual se reveste a Cafaz.

Reafirmamos o compromisso de continuarmos a luta pela aprovação do auxílio-saúde, como verba indenizatória para todos os servidores fazendários – ativos, aposentados e pensionistas – por tratar-se de justa forma de compensar parte dos gastos com a saúde de toda a categoria, equiparando-se nossa carreira com as demais carreiras de estado, em cumprimento à Constituição Estadual.

Somos gratos a todos que acreditaram no potencial de gestão eficiente da chapa “Cafaz – Patrimônio dos Fazendários”.  Dia após dia, esforçamo-nos para mantermos o nível de excelência dos serviços prestados pela Cafaz, embasados na otimização dos custos – amparados nos controles internos eficientes; garantia de receitas e, por meio do novo produto anunciado, a expectativa de crescimento no médio prazo. Como fruto desse esforço coletivo, aspiramos à obtenção de resultados operacionais contínuos, sem comprometer o orçamento familiar dos nossos beneficiários. 

Eis o resumo do que viabilizamos no primeiro semestre de 2024: uma gestão eficiente, fundamentada nas melhores práticas de mercado, que busca dar sustentabilidade ao seu negócio, firmada no propósito de valorizar seus recursos humanos e continuar cuidando dos associados com amor e respeito, amparada nos valores que continuarão a nos impulsionar: ética, transparência, valorização do ser humano, amor à saúde e à solidariedade.


Fortaleza, 30 de junho de 2024

Kleber J. Silveira 

Presidente da Cafaz




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